Sempre falavam disso, mas nunca escrevia: escrevia todos os dias, com ele ali. Um perto-longe bem distante, mas que de tão próximo já se fazia bastante. Um olho na tela e outro nele, que sempre batia na janela da sala onde a jovem passava a tarde. Ela, então, com os cantinhos dos olhos o seguia. E por mais que a cena se repetisse por meses—uma gestação—, aquela ingenuidade lhe comovia de tal maneira que toda a dureza do dia acabava subtraída. Foram colegas, amigos, parceiros e, agora, eram protagonistas de uma rotina mordaz, mas envolvente, que era amenizada pela troca discreta de olhares a que se permitiam. De repente, ela voltou a escrever sobre si, prática que havia abandonado por falta de tempo e de motivação. E, à medida que deixava as palavras lhe escaparem das vísceras e das pontas dos dedos, a caneta e o cursor ensaiavam um belo rascunho do que não era mais ela. Eram eles. Negativo-positivo, revelados em preto e branco, com um fundo colorido.

 

 

[Isabela Rosemback]


Escrito por mim: Isabela! às 02h05
[] [envie esta mensagem]



Sempre acreditei em duas vertentes: ou existe gente burra, ou esperta!

No atual momento, acredito que existam mais os burros

Gente que, mesmo sabendo do erro, insiste

E o pior: gente que, por mais furada que seja, acredita (na ilusão)

 

Se tem ser desprezível no  mundo, é aquele sem senso crítico

O que se entrega, cego, à primeira promessa vã, vazia

Como verdade pra uma vida inteira—de sofreguidão

Uma vida da qual se engana, em exaustão

 

Pelos espertos tenho simpatia, pelos burros não

Para os que só falam, mas demonstram o contrário: não!

Pra aqueles que admitem as fraquezas: sim!

Achei que as pessoas fossem positivas, assim

 

Mas o que percebo é que são todos escravos

De uma racionalidade imbecil

De uma emoção servil

Da qual me livrei (hoje sei) por Deus, anjos e afins

 


Escrito por mim: Isabela! às 01h45
[] [envie esta mensagem]



Tem horas em que a gente incha e quer pedir penico.

Mas se mija toda e tenta fazer acontecer.

(menos poética e mais realista)

[Isabela Rosemback]



Escrito por mim: Isabela! às 16h52
[] [envie esta mensagem]



Nadificando, debruço-me até evaporar... só então chuvisco!

[Isabela Rosemback]



Escrito por mim: Isabela! às 19h08
[] [envie esta mensagem]



 

21:38 de março 20

 

De última em última hora, vou deixando passar uma infinidade de coisas. Por ouvir muitas pessoas, acabo perdendo meu foco. De sonho em sonho, vou mantendo-me acordada. De tanto viver, acabo morta. De sorriso em sorriso, fico confusa. De tempos em tempos me reafirmo. De tanto pensar, me torno irracional. De impulso em impulso não me reconheço. Tenho tanto amor, que o desperdiço. O que sabes de mim não é isso.

 

... piegas mas desabafo

 

                                                                                           [Isabela Rosemback]



Escrito por mim: Isabela! às 21h35
[] [envie esta mensagem]



Engraçado como o que é grande de repente se torna pequenininho. Um absoluto mínimo, que cresce devagarzinho... queimando lá no fundo, te deixando aflito. Ande, moça! Levante a cabeça! Não vê que não se pode andar pra trás? Agosto já se foi, pra bem longe. Não pode acreditar em tudo que ouve, que lê. São lendas, são crenças. São sementes de sua última morte.

Ora! Como pode ser tão ignorante? Logo você, que se diz tão crítica? Pois enxergue além da vasta barriga e perceba que não só de medidas fúteis se vive a vida! E não é atirando em terra que verá seu corpo desmoronar sobre a correnteza. Não, não. Merece você um belo tapa na face oculta de sua tristeza, pra ver se lhe escapa pelas vísceras algum vestígio de brasume.

Não pode viver de soluços, vê se assume! Eles são virose, chorume. Lago seco, coqueluche.  Por quanto tempo acha que sobreviverá a última de suas mortes? Aquela que te move? E que você faz questão de apagar com esse olhar escroto e cego? Com a cabeça baixa...? É indecente a forma como se vence. Em pensar que, há pouco, a isso tudo era indiferente.

Ora! Adimira-me muito ter que aconselher mulher sabidêra. É mesmo uma incógnita essa que segue a gente na matéria. É ela a grande 'sabedoura' de nós mesmos. É nossa, mas fora de alcance -  ainda que a coisa mais próxima que temos. Pois nós a sentimos. E é esse mesmo sentir que faz você assim, tão absurda. Tão absorta. Tão volátil. E única.

 

[Isabela Rosemback]



Escrito por mim: Isabela! às 22h35
[] [envie esta mensagem]



Niilisomos, como não? Eu assim me sinto hje... nessa tarde de estranha cor, que insiste em me fazer buscar alternativas, mas permanecer parada diante de um quarto por arrumar e nunca organizado, em me fazer colar os olhos em uma tela brilhante que insiste em cansar minha vista, minha vida, meus pensamentos de menina adulta que, achei, demoraria pra alcançar.

Ela me ultrapassou, com toda a velocidade possível pelo impulso dado durante esses anos. Não tenho tempo para respirar, mas continuo exercitando. Minha avó me aconselharia: “Pegue uma bexiga para encher diariamente”. Para mim, não seria suficiente.

Quem procura acha, realmente. Procurei produtividade e achei ocupação. Acabou a música, mas restam os pius dos pássaros, o latido dos cães.... e a gente começa a perceber que é movida por seu foco, objetivo e ideal. Todos os dias nos mesmos lugares. Passando diariamente pelas mesmas ruas, mesmos centros, mesmas pessoas. Passa-se ano e nem metade do que existe por ali pode ser descrita por ninguém. Porque ninguém atenta-se ao circundar. Do espaço. Do tempo. Da vida.

É um trocar de pés involuntário, condicionado. Um mover de idéias constante, viciado. Somos parecidos, somos nada. Niilisomos: vazios! Um tudo-nada arrogante. Um nada-tudo vacilante. Parado com medo do fluxo. Criança pequena em praia, hesitante diante do puxo das águas, do movimento das ondas.

Na virada pulei sete delas. E pedi... pedi realizações. Pedi pelos outros, pedi pra mim. Pedi pra todos. Que nos encontremos. Que todos se encontrem.

[isabela rosemback]



Escrito por mim: Isabela! às 16h44
[] [envie esta mensagem]



Há tempos não entro aqui....

Mas postarei, em homenagem ao festivo momento em que vivemos, uma crônica daquela que quase nunca aparece por aqui (hehe), Hilda Hilst.

Boas festas a quem me lê (ainda passam alguns desses por aqui?).

----

Nossa! o que há com o teu peru?

por Hilda Hilst

Espírito natalino é um saco preto, hordas de delinqüentes, turbas de atoleimados te exigindo caras, posturas, o riso alvar, cestas, granas e tu mesmo basicamente arruinado, e criancelhas peidando adoidadas, escoiceando os ares, e mãezinhas num azáfama de um cair de tarde bordelesco, pra lá pra cá, e Jeshua entregue às traças, imagine o arrepio do Divino vendo o trotoar dos humanos, enchendo as panças, arrotando grosso, chupando os dentes, enchendo as latrinas, as mandíbulas sempre triturando, e o nenen lá na manjedoura, entre a vaca e o jumento... Que pai é esse que manda o filho pra um planeta de bosta como é a Terra... Se fosse um bom pai, o filho teria encarnado num corvo, a gente só ficaria olhando lá pro corvo nas alturas e dizendo: olha lá o divino, olha que lindo! E o divino com asas, só de nos ver de longe se escafederia, tem dó, pai, aquela gente não, por favor, pai, Abracadabra, pai, me transforma em fumaça, em rojão, em poeira, mas me afasta daqui, me afasta!

E aquele médico bonzinho que arrancou os olhos do Einstein e pôs no vidro e agora vai vendê-los por cinco milhões de dólares! Meu Deus, meu Deus, e o olho tristíssimo (porque viu muito e muito compreendeu) lá no vidro zoiando...

Sim, é verdade, eu tenho medo das gentes, pra dizer a verdade eu me cago de medo das gentes! O que eu tenho visto de pulhas, de máscaras atadas dia e noite sobre umas caras de pedra... O que eu tenho visto de mesquinharia, de crueldade, de torpeza, de estupidez... Que Natal? Que Natal? mudou o quê depois do nascimento do bebê?

  "Óia a véia de novo enfezada! E até sendo paga pra escrevê só mardade! E nóis aqui no bem-bom comendo esses  pardá, essas rola e esse gato gordo da vizinha! e que que tem cagá? que que tem rrotá? e chupá dente num é bom? e pur que ela chama a gente de delinquente? que que é horda, hen? e turba? E querê que o divino seja corvo, ó dotô, manda prendê essa muié, que eu até esqueci de fritá os ovo do menino Josué, também que que tem, é Natar e ele já tava morto!" Bom dia! Bom almoço!



Escrito por mim: Isabela! às 11h14
[] [envie esta mensagem]



Sim... eu sei que esse texto é repetido. Mas eu faço questão de reforçar meu ponto de vista após ler nova matéria, divulgada no jornal regional Vale Paraibano, sobre nova votação do projeto fecha-bar em São José dos Campos.

Esses vereadores não têm mesmo mais com o que se preocupar no ofício deles, não? Vão trabalhar homens!! (com coisas que relamente acrescentem algo à melhoria na qualidade de vida da população!)

Fui assaltada esses dias perto de casa, lugar de grande movimento hoje na cidade, mas nada é feito a respeito. Ali não tem nenhum bar.... nem policiamento! E olha que fui abordada às 21:30h!

Tenham uma boa leitura!

---------------------------------------------

Há pouco tempo um vereador de minha cidade lançou na Câmara um projeto de lei que visava limitar a vida noturna na cidade. Não em sua completa acepção, mas fechando bares e padarias depois de um certo horário incoerente.

Esse texto abaixo escrevi para servir de editorial a um jornal local que acabou preferindo não o divulgar, já que o político hoje afirma que o projeto merece uma revisão e cogita, inclusive, o arquivamento da proposta. Ele hoje diz que os motivos seriam outros e se contradiz ao justificar sua ação a favor dos moradores próximos a tais estabelecimentos, para fazer valer a lei do silêncio.

Se é por segurança ou silêncio, não sei. Só sei que eu não quero me calar diante do projeto original desse vereador que tem seus valores ideológicos pautados não só por crenças políticas, mas por outras que não me cabe aqui discutir.

O ex-editorial, na íntegra:

Aos moradores de São José dos Campos, é bom que corram atrás de um estoque de milho de pipoca e atualizem suas listas de filmes a alugar: provavelmente essa será uma opção de lazer noturna mais freqüente a todos, caso seja aprovado o projeto de lei do vereador Hélio Nishimoto (PSDB) que dispõe sobre o fechamento de bares e padarias na cidade, quando os relógios registrarem 23:00h.

            Munido de argumentos que apontam a segurança pública como justificativa e, apresentando, para reforçar, dados estatísticos da violência local que pouco convencem àqueles que não abrem mão de um momento de descontração na semana, o vereador não percebe que a proposta do “fecha bar”, como é chamado o projeto, fere os direitos naturais do indivíduo e age de forma impositiva sobre uma sociedade que cobra, a cada dia, mais participação e coletividade.

            A verdade é que (sim!) a violência existe e é onipresente e atemporal. Todos nós estamos expostos a riscos e somos conscientes disto quando optamos por sair de casa em busca de diversão. Assim é o garoto que freqüenta uma Lan House, assim são as pessoas que procuram um bom filme no cinema e assim são, também, aqueles que sentem prazer ao sentar diante de uma mesa de bar em seu total direito de escolha e sociabilidade.

Mudam-se os cenários, mas o que persiste é a necessidade humana de encontrar formas de relaxamento e satisfação pessoal de acordo com sua própria vontade e disponibilidade de tempo.

Em todos os estabelecimentos citados anteriormente há o possível acesso além das 23h, mas apenas padarias e bares estão dependendo de votação na Câmara. Oras, por quê?

Se fosse mesmo a intenção da lei garantir segurança à população, lan houses deveriam, do mesmo modo, ser fechadas. Shoppings Centers e postos de gasolina, também. Ah, supermercados e estabelecimentos que oferecem lanches na madrugada, igualmente!

Há pouco tempo, assaltos a bancos foram registrados dentro da estrutura de um shopping center de São José dos Campos. Durante o dia há ocorrências das mais diversas formas de violência na cidade. Ainda em abril, caiu uma árvore que derrubou um poste de iluminação sobre os carros que passavam na Av. 09 de julho. Pergunto: diante destes riscos, que novas leis restritivas seriam feitas? Evitar passar por ruas onde existam árvores? Só passar no corredor do banco, no shopping, se for utilizar o mesmo e, mesmo assim, em um período estipulado?

Questões esdrúxulas para ilustrar um projeto de lei equivalente. Não há sentido em privar uma comunidade de seu direito ao lazer e entretenimento. Muito menos há quando apenas uma parcela dela responde à incoerência de autoridades municipais movidas pelo abuso de poder e julgamentos de valor, ao invés da razão em prol do bem comum. Com tanta coisa a ser melhorada na cidade, nos vários setores como educação, saúde e transporte, há quem esteja preocupado com a “segurança” dos freqüentadores de bar. Há quem pense numa solução cômoda a sua ampla visão de mundo – desçam as portas dos bares – à mais coesa dentre as soluções para o problema levantado: um reforço no policiamento noturno.   

 [Isabela Rosemback]



Escrito por mim: Isabela! às 16h50
[] [envie esta mensagem]



"TOUCH ME, I' M SICK"!!!!!! São eles, de verdade: MUDHONEY no BR!!!

COMO ASSIM ACABARAM OS INGRESSOS????!!!!

Update: Não!! Não acabaram os ingressos!!! Tinha para sexta-feira, ainda, e eu vou!!!!!!!!

"I´m Still Alive!!"



Escrito por mim: Isabela! às 12h56
[] [envie esta mensagem]



E lá vou eu cuspir mais argumentos sobre o referendo (estou em aula  de jornalismo digital e essa missão me foi delegada. Por mais que tenha jurado não tocar mais no assunto, terei que fazê-lo. Desculpem-me!)...

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

No último dia 23 de outubro, os brasileiros foram às urnas para "decidirem" o futuro da comercialização de armas no Brasil. O referendo proposto pelo Governo Federal representou uma das mais pretensiosas campanhas que lembro-me ter presenciado.

A começar pela própria pergunta a que tínhamos que responder: "Você é a favor da proibição"? (SIM! sou a favor da proibição do exercício profissional de pessoas como esta, que lançou a infeliz pergunta). Como disse o pai de um amigo meu: "nós não moramos em Portugal"! Mas assim foi, votamos SIM para o NÃO e NÃO para o SIM. E não duvido nada que uma leva de gente tenha votado  NÃO para NÃO e SIM para SIM.

Com o referendo, ficou nítido o despreparo da população brasileira diante de eventos como esse. Argumentos plantados pela mídia eram repetidos e jogados aos quatro ventos, no pouco tempo que lhes foi dado para refletir sobre o assunto. Uma campanha falha, que a mim pareceu não se importar em esclarecer aos eleitores o que de fato representaria qualquer das duas decisões.

As propagandas da frente do NÃO cumpriram com seu papel de persuadir a população com argumentos que facilmente alcançariam a Opinião Pública. Palmas. Um bom trabalho publicitário. Agora... a frente do SIM deve SIM sair de cabeça baixa, pelo péssimo desempenho social presente em suas campanhas.

O NÃO pretendia de fato confundir. DIREITO À LEGÍTIMA DEFESA. Quem disse? Direito temos de ter educação, saúde (e o escambau) de qualidade. Como diz meu amigo: "quem nos delegou este direito? Deus?". Argumentos que iam de encontro com a real proposta prevista em estatuto foram facilmente aceitos pela preguiçosa população brasileira. E enquanto isso a frente do SIM não se preocupava em desvendar equívocos. E mais uma vez a população brasileira aceitou facilmente argumentos apresentados pela mídia. A persuasão do SIM foi fraca e levou um soco da concorrente.  

A verdade é que as pessoas não buscaram saber o que realmente representava e propunha o tal do referendo. Confesso que me deu tristeza ao chegar à ZONA eleitoral (aliás, não tinha denominação mais adequada pra isso) e ver na parede um papel colado  com as indicações "vote 1 pelo direito à legítima defesa" e "vote 2 para um Brasil sem armas". Praticamente uma boca-de-urna. Fico esperando a próxima eleição, quando terá uma lista de partidos, também na parede, todos com seus devidos números e slogans. (Será?)

Nunca havia experimentado a sensação do ridículo após uma eleição, mas estreei nesse referendo. E ainda na tristeza, após a divulgação dos resultados colhidos nas urnas, tive minha útlima decepção ao ser convidada a ouvir a gravação de uma entrevista feita por uma jornalista de Brasília com um suposto traficante do morro do Dendê. "Tenho certeza que quem ouviu isso aqui e era sim, mudou de opinião na hora. Vocês vão ver", exaltava-se o homem. Era de cara uma farsa e não tive reação.

Esse referendo apenas provou ser uma campanha falha e, mais que isso, reforçou a idéia do poder da mídia sobre a população, desacostumada a exercitar o senso crítico.

[Isabela Rosemback]



Escrito por mim: Isabela! às 09h16
[] [envie esta mensagem]



“Tem uma sujeirona no copo”

Eu viro! Viro mesmo.

É da boa, senhora. Experimenta só.

Não pago pra ver, é de grátis, né, moço?

Docinha, docinha... uma delícia.

 

Vai, vai, vai, vai. Não olhe para trás.

Mas eu estou sangrando muito.

Então está fazendo B.O. pra quê?

Eles vão atrás de você, se deixou telefone.

Obrigada, moça. Boa tarde.

 

Ela é ridícula, não é mesmo?  

Tem muita gordura, assim tenho um enfarte.

Você faz cada comentário desnecessário!

Se eu estou com você, é porque tenho certeza.

Me vê mais uma cerveja, por favor?

 

Ainda aí? Não era para você estar aqui?

Mas fui eu quem teve a idéia, professor.

Você me ama?

Só queria evitar a fadiga...

Eu sabia que por aqui era perigoso...

 

                        [Isabela Rosemback]

 



Escrito por mim: Isabela! às 13h41
[] [envie esta mensagem]



Nada melhor para finalizar as acaloradas discussões em torno desse ridículo referendo que não nos leva a lugar nenhum, que um belo de um assalto à mão armada, não é verdade?

Pois eu fechei com chave de ouro! Uma bela de uma abordagem dupla com direito a um "fique calma... dá o celular!" e um "agora dá a bolsa". Se aquilo que o cara tirou da calça, para intimidar, era arma mesmo eu não sei. Não vi nada, nem ninguém. Só uma ladeira esperando para ser percorrida, à frente.

É, meus amigos... não reajam e tudo dá certo no final. Em pouco tempo os documentos foram recuperados. E assim "a gente vai levando/ a gente vai levando/ a gente vai levando/ a gente vai levando essa trama!"

E já deixo um aviso prévio: os caras levaram as fotinhas 3X4 que eu colecionava de todos os meus amigos. Precisarei recolher novas fotos de todos. Separem-nas pra mim, sim?

Boa noite.



Escrito por mim: Isabela! às 22h39
[] [envie esta mensagem]



Perdão aos de opinião contrária à minha. Devo confessar que muitas vezes não aceito justificativas. Eu grito, grito muito. Sem pudor, sem escrúpulo. Ao menos que tenha um bom argumento, serei eterna contestadora. Mas hei de ter ponderação. Um dia. É preciso. Interiorizei palavras em oração pedindo tolerância. A mim e àqueles a quem agredi. Com palavras, claro. É um tanto quanto dicotômico, eu sei, acalorar uma discussão a favor da diminuição da violência, praticando a mesma.

Os instrumentos diferem-se: voz, armas. Mas a essência é a mesma. A defesa de ponto de vista é necessária, e muito. É essencial promover o debate, expor diferentes modos de pensar, para que possamos abrir as nossas mentes a diferentes visões de mundo. Mas que isso seja feito de forma saudável, não é? Não, não vou nunca concordar com barbaridades que ouvi, mas tenho que respeitar a opinião alheia.

Respeite, Isabela, respeite. Mas ouçam, amigos. Ouçam... reflitam sobre aquilo que ouvem. Eu no fundo refleti. Sobre falas de quem me apresentou posição digna de observação. Não... a defesa da família é um argumento fraco, vocês hão de me desculpar. A movimentação da economia, idem. A palhaçada da situação, o sexo dos anjos e o desvio de atenção me fazem parar. Mas não... quando você coloca o presidente no meio, e o legislativo, isso me parece uma afirmação equivocada. E é melhor que não levantem questões como esta em final de churrasco. Esse é um lugar de interação, confraternização e o único tema plausível de discussão é miscelânea. Abobrinhas, amigos...

Discutiremos quem vai comprar mais cerveja, ou quem ganhou no VMB. Aliás, como a MTV caiu, vocês não acham? O que é aquela nova VJ?? Se bem que eu não tenho tempo mais, para ver TV. Trabalho o dia inteiro em Taubaté. É? Você também está trabalhando? Que legal!! Ah, mas o Golias fará falta... tenho um amigo que imita ele direitinho. Adoro essa música!! Toca aquela outra? Deixe eu tocar uma agora! Cadê cicrano? Vem cantar comigo! Duvido que você faça uma caipirinha! (ENTENDERAM, AMIGOS? Abobrinhas...)

 Polêmicas são interessantes se dosada a quantidade mínima de ânimo individual. Tive uma overdose neste sábado, como sempre tenho em situações como esta. Novamente peço perdão aos que por ventura receberam de mim alguma patada. Não era minha intenção. Não levem para o pessoal. Apenas não sei me controlar em ocorrências como essa.

Àquela que mais tarde provou de meu veneno e me picou com a mesma dose de intolerância experimentada anteriormente por mim, eu te desculpo. Não podes recriminar alguém por não te ouvir, sendo que quem fechou os ouvidos foi você, apenas ouvindo o que lhe pareceu correto ouvir. Acho lindo vomitar conhecimentos adquiridos, mas não fechar-se a eles, como única explicação para o mundo. Não coloquei em discussão aquilo que grosseiramente você esfregou sobre meu rosto.

Cuspiu arrogância em sua fala, amiga. Porém percebo seu transtorno e peço perdão se te fiz interpretar mal minhas palavras, talvez não tenha me expressado bem. Mas ainda sim, continuo sendo sua amiga. Aí está a grande diferença: saber reconhecer cada situação como uma vivência, e não deixar que isso interfira no fluxo natural das coisas. Desculpem-me. Desculpo a todos. Continuemos tranqüilos.

Ah! E lanço aqui uma enquete, a quem quiser responder: você é SIM ou NÃO no referendo? Deixe seus argumentos.



Escrito por mim: Isabela! às 14h24
[] [envie esta mensagem]



Porque uma pessoínha querida que conheci em um certo Ano Novo em Trindade deve ser prestigiada!!!

Ymira, EU VOU!!!

(E àqueles que estão próximos a SP tmabém: vão!)



Escrito por mim: Isabela! às 14h38
[] [envie esta mensagem]



[ ver mensagens anteriores ]





Meu perfil
BRASIL, Sudeste, Moro em São José dos Campos e sou jornalista, Mulher, Livros, Música, bebericadas e boas conversas me agradam


Histórico
16/12/2006 a 31/12/2006
16/11/2006 a 30/11/2006
16/10/2006 a 31/10/2006
16/03/2006 a 31/03/2006
16/01/2006 a 31/01/2006
01/01/2006 a 15/01/2006
16/12/2005 a 31/12/2005
16/11/2005 a 30/11/2005
01/11/2005 a 15/11/2005
16/10/2005 a 31/10/2005
01/10/2005 a 15/10/2005
16/09/2005 a 30/09/2005
01/09/2005 a 15/09/2005
16/08/2005 a 31/08/2005
01/08/2005 a 15/08/2005
16/07/2005 a 31/07/2005
01/07/2005 a 15/07/2005
16/06/2005 a 30/06/2005
01/06/2005 a 15/06/2005
16/05/2005 a 31/05/2005
01/05/2005 a 15/05/2005
16/04/2005 a 30/04/2005
01/04/2005 a 15/04/2005
16/03/2005 a 31/03/2005
01/03/2005 a 15/03/2005
16/02/2005 a 28/02/2005
01/02/2005 a 15/02/2005


Votação
Dê uma nota para meu blog


Outros sites
Pensamentos de Bárbara
Pensamentos de Boi
Pensamentos de Vitor
Pensamentos de Biscardi
Pensamentos TPM
Pensamentos Coletivos
Pensamentos de Contra
Pensamentos de 'Sergio Faria'
Pensamentos de Paulo
Pensamentos de André Pires