Percebi que tenho falado muito sobre "EU".
E, por isso mesmo, EU hoje devo me calar.
Contemplemos o DELA e falemos sobre CU!
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Objeto de Amar [Adélia Prado]
De tal ordem é e tão precioso o que devo dizer-lhes que não posso guardá-lo sem que me oprima a sensação de um roubo: cu é lindo!
Fazei o que puderdes com esta dádiva. Quanto a mim dou graças pelo que agora sei e, mais que perdôo, eu amo.
Escrito por mim: Isabela! às 22h48
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No final do ano passado uma peça do aquecedor a gás aqui de casa resolveu tirar férias sem deixar aviso prévio e, como a lógica funcionalista se aplica 'em' tudo (inclusive no c* daqueles que vivem - se é que vivem), o jeito foi encarar um mês de água gelada para manter-me limpa.
Pois nada acontece por acaso [hii... Da. Márcia, minha mãe "Dinahda", deliraria com essa colocação! Melhor reformular o comentário...]
... o fato é que eu precisava mesmo tomar um banho de água fria, daqueles demorados que fazem despertar o último dos sonhadores. Precisava pisar o chão de minhas verdades, descerrar meus olhos e pingar o colírio de Veramim. Veramim. palavra que agulha os ouvidos, nome feio. "Não diga isso, menino, que isso é pecado! Lava essa tua boca com sabão!", e lá se foi o pirralhinho bater a cabeça no espelho, antes de esfregar as mãos naqueles pequenos lábios que nunca mais repetiram o palavrão, por medo.
Só sei que eu, que era feita de não-sei-se-queres/não-sei-se-quero, hoje sou plena de 'que bom que querem' e de 'bem... eu quero!'. Quero ser ainda mais Isa. Mais bela. Mais Isabela. Belaísa sem belida, de diafragma escancarado e foco bem ajustado.
Porque o banho é quente agora.
Escrito por mim: Isabela! às 13h34
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Demorei para me convencer a divulgar este blog, mas agora que está feito não me arrependo... Obrigada pelas visitas e comentários!! Adorei todos eles, sem exceção!!
E já que é importante atualizá-lo, aí vai o post do dia:
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Acho que nasci grávida. Grávida. Nasci.
Nasceu? Não. ainda a sinto, pois ela se faz sentir me beliscando o útero. e, inquieta, caminha dentro de mim e me soca o estômago. Ela afina minhas cordas vocais para que eu grite, e desses gritos tenho medo porque ela quase salta para fora de meu corpo como num parto-vômito instantâneo. fecho logo minha boca e a engulo novamente. e ela vai me arranhando a garganta, me engasgando e ferindo o peito. e puxa meu seio para que se nutra. para que não morra. Para que continue a existir sempre dentro de mim.
[Isabela Rosemback]
Escrito por mim: Isabela! às 10h45
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Às vezes tenho surtos.... surto de querer ser ainda mais o que sou e então ser aquilo que não sou.
Minha irmã diz que sou apenas "uma fofurinha branquinha que vai de ônibus todos os dias pra faculdade", enquanto uns se arriscam a dizer que não passo de uma maluca... [contraditório, não?]
Como podem dizer "seja você mesmo"?!
A verdade é que nem mesmo eu sei quem sou. Como escreveu Hilda Hilst (sim, sempre cito HH porque AMO tudo o que ela escreve):
"Ora vejam só, existo apenas há alguns minutos, essa ninharia de tempo, e é claro que não posso responder o que sou. Porque não sei. Até que eu gostaria de dizer, por exemplo: olha, meu amigo, é tão simples responder o que sou, sou eu. E ele ficaria muito contente, ele colocaria a grande cruz de rubi sobre o meu peito e ir-se-ia."
Vejo que não sou a única. Nem nunca serei.
Escrito por mim: Isabela! às 16h14
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BRASIL, Sudeste, SAO JOSE DOS CAMPOS, Vale do Paraíba Paulista, Mulher, de 20 a 25 anos, Semi-jornalista, gosta de livros,música, bebericadas e conversas
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