“O pato vinha cantando alegremente 'qüen qüen'/ quando o marreco sorridente pediu pra entrar também no samba, no samba, no samba/ O ganso gostou da dupla e fez assim 'qüen qüen qüen'”...
Os gansos eram 23 lá no meio de um nada-Cheio Chico Xavier. A chuva era fininha e o silêncio foi quebrado pelo som do riozinho que escorregava por ali. Os gansos eram 22. Um não era ganso, era manco. Parei pra observar. Sim era ganso, mas pulava pra andar. Era branco. E branca sou eu, se for analisar. Mas eu sou ganso. Não, quer dizer... não sou ganso, mas consigo an... então espere aí. Eram sim 23 gansos! Ou 24? Não. 23, porque como já disse não sou ganso. Assim, eram 23 gansos que andavam juntos, os 22, porque o último era manco. Branco-manco. Manco-branco. Anco. Eu sentada na cadeira de ferro. Ganso-branco-anco-manco. Descanso... eu precisava mesmo descansar.
Escrito por mim: Isabela! às 13h51
[]
[envie esta mensagem]
|
Capacidade de não Xingar!
Não entra na minha cabeça a capacidade que algumas pessoas têm de não pronunciarem NUNCA um palavrão. Minha mãe chega às máximas "bruaca" ou, a que eu particularmente acho a melhor, "aquele bofe"! Mas xingaaaar de xingar mesmo, usando palavras "de baixo calão", que evocam a mãe alheia ou invadem "as partes" com aquela intensidade verbal que extravasa qualquer tensão, não. Nunca.
Quando muito essas pessoas soltam um "merda", bem delicado. Esses dias meu professor, em meio à aula, sentiu uma necessidade tremenda de blasfemar uma personagem da história do Jornalismo. Todo constrangido pediu licença a todos para dizer, "com o perdão da palavra, esse cara foi um sacana"!! kiakiakia. AAAAAH, sacana não, vai! O cara foi um cuzão, diga logo! CU-ZÃO.
A minha avó nessa hora diria "lambão". A outra, "sem-vergoonha". Mas adoro quando soltam um "cara-de-pau" ou "ordinário"!
Eu pro dia-a-dia adotei o "besta" como adjetivo carinhoso. Qualquer um de quem eu goste vira Besta. Isso nasceu em casa, união familiar, mas tem gente que não aceita.
EU FALO PALAVRÃO SIM, QUANDO ME CABE FALAR!!
Tem coisa melhor? Ontem na faculdade fiquei puta por ter ido a Taubaté e ter gasto meu último passe, para o representante de uma empresa com quem eu iria falar não aparecer. Desci a escada com um nó na garganta que só engoli depois de soltar um "buceta"! Claro, inevitavelmente um carinha que subia ouviu e olhou para a minha cara com aquela risadinha... mas já foi, foda-se!
O negócio é que não há no mundo nada melhor que um belo palavrão para expressar o que se sente. Como pode alguém viver sem eles, é o que eu não entendo!
Escrito por mim: Isabela! às 15h19
[]
[envie esta mensagem]
|
São as águas de março fechando o verão...
E não é mesmo que a justiça, em alguns casos, se faz "rápida e ligeira" ? E logo vingando o quê? Um reles guarda-chuva! Pois hoje, boa estudante que sou (dedicaaada), cheguei pingando. Tudo por quê? Porque contei minha tremenda aversão a esse terrível objeto que me enche o saco andar segurando. Em dia de muito vento, então, nem se fala! Para mantê-lo no lugar é preciso muita paciência. PAREM TUDO! O GUARDA-CHUVA QUER VOAR [deveriam fazer um vídeo-minuto com esse título, por que não? Se já não fizeram um longa sobre um armário assassino?!]. E o danado ainda teima em querer enroscar em tudo quant'é árvore, chapéu, toldo de loja, cabelo. Quando não resolve se engraçar com outro da mesma espécie! Eeeesse mesmo, que a bolinha da armação sempre dá um jeito de entrar no olho de alguém.
Ele, que não te dá espaço na calçada em dia chuvoso e ainda boicota a ultrapassagem te "presenteando" com um pingo mutante e gelado no ombro! O anjo da guarda (chuva)! Grande protetor contra as lágrimas de Pedro - que hoje resolveram desabar pelo simples fato de me ouvirem dizer: EU ODEIO GUARDA-CHUVA! E o acessório, pentelho, ainda não sabe nem se faz sombra ou se mantém a chapinha da madame! "Sombrinha"... que nome ridículo!
Mas vamos supor, então, que eu tivesse me rendido. OK. Nesse caso, portanto, eu usei o recurso para não me molhar, caminhei até meu destino, cheguei maiomêno sêca. E AÍ?! Onde guardo o maldito? Ele está lá, na minha mão... pingando! Não ponho na bolsa nem tenho como secá-lo [tem gente que chacoalha e molha todo mundo em volta]. AHAAAN! Você tem que levar um saquinho barulhento de supermercado? É isso? Mas meeeesmo assim ele ainda deixa escapar alguma agüinha, é fato. O jeito é deixar ele aberto na entrada do lugar, atravancando a passagem, do lado de mais outros 20 mil que estão lá... escorrendo. Ah!! E não esqueça de torcer pra na hora de ir embora ele ainda estar ali, te esperando!
Sem falar que a única estampa bacana que vi até hoje num desses, foi aquela clááássica da Madonna [quem já não teve ou quis ter um?]. Lá em casa tem um futurista, todo prateado, e outro todo em motivo de oncinha (que eu particularmente acho breguésimo). Quando fui à Disney, enquanto todos exibiam seus fofos [demais para o meu gosto] Mickeys de pelúcia, eu voltava com um enorme guarda-chuva verde e branco que ganhei de brinde em uma loja qualquer de Miame.
Sim... de fato. O que seria de Gene Kelly, de Mary Poppins, de Charlie Chaplin, do Pingüin... o que seria do frevo e do equilibrista sem seus respectivos guarda-chuvas?! Aliás... o que seria de mim sem "Singin´ In The Rain"? Eu que já o assisti trocentas vezes [inclusive a coreografia de "Make ´Em Laugh!" é sensacional]?!
Só que o fato é que eu hoje me meti a besta de falar mal de guarda-chuva e deu no que deu: logo em seguida percorri um longo caminho sob um temporal. Naquele momento, uma "sombrinha" em mãos talvez ajudasse. Mas eu prefiro dizer, ao pé da letra: tá na chuva, é pra se molhar!
Escrito por mim: Isabela! às 18h20
[]
[envie esta mensagem]
|
[ ver mensagens anteriores ]
|
|
 |
|



|
Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO JOSE DOS CAMPOS, Vale do Paraíba Paulista, Mulher, de 20 a 25 anos, Semi-jornalista, gosta de livros,música, bebericadas e conversas
|
|