Tenho acompanhado a instabilidade do mercado diariamente através da bananinha. Sim, bananinha.
Todos os dias almoço em um restaurante vegetariano e na hora de pagar a conta aproveito para sustentar meu vício: compro uma bananinha com açúcar pra comer na volta pra SJCampos (estudo e trabalho em Taubaté. Moro a uns 40 minutos - de ônibus - de lá).
Acontece que a cada dia o doce adquire um valor diferente. Sempre fico na expectiva de adivinhar o preço da vez, mas nunca acerto.
Não adianta perguntar para a mulher do balcão. Um dia ela diz que é um real. No outro, diz noventa centavos. No seguinte cai pra 80.
Eu bem que acho graça! Não reclamo não.
Hoje era promoção de aniversário de 25 anos do lugar e quem tivesse o prato feito com peso exato de R$4,02 levava de graça.
Fui invadida por um ímpeto de ignorância distraída. Pois eu, acostumada a contar os segundos para meus textos de rádio, falei: "Olha! Mais um pouquinho e eu levava de graça!". Vi que a pesadeira não ficou tão empolgada e estranhei. Como assim, ela não pronuncia nem um 'ufa/nossa/que azar'?! Que sem graça.
Meu prato tinha dado R$3,59 e eu pensei que se tivesse colocado nele um pouquinho mais de cenoura eu teria alcançado os TRÊS CENTAVOS que faltavam...
3 centavos?! Um real agora passou a ter centavos como o minuto tem segundos: 60 unidades!!!
Ê-laia.... quando me dei conta disso quase corri pra moça e disse: desculpe, me confundi. kiakiakia.... têm coisas que dão vergonha boba na gente...
Acabei pagando na oscilação capital das bananas o seu valor mais alto nesta quinta-feira: um real a menos no meu bolso.
Agora tenho só que esperar o ônibus das 18:30h. Enquanto isso, finalizo mais um programinha de rádio vendo a chuva cair.
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Mesmo texto e outro de terça-feira em: ímpeto