Perdão aos de opinião contrária à minha. Devo confessar que muitas vezes não aceito justificativas. Eu grito, grito muito. Sem pudor, sem escrúpulo. Ao menos que tenha um bom argumento, serei eterna contestadora. Mas hei de ter ponderação. Um dia. É preciso. Interiorizei palavras em oração pedindo tolerância. A mim e àqueles a quem agredi. Com palavras, claro. É um tanto quanto dicotômico, eu sei, acalorar uma discussão a favor da diminuição da violência, praticando a mesma.
Os instrumentos diferem-se: voz, armas. Mas a essência é a mesma. A defesa de ponto de vista é necessária, e muito. É essencial promover o debate, expor diferentes modos de pensar, para que possamos abrir as nossas mentes a diferentes visões de mundo. Mas que isso seja feito de forma saudável, não é? Não, não vou nunca concordar com barbaridades que ouvi, mas tenho que respeitar a opinião alheia.
Respeite, Isabela, respeite. Mas ouçam, amigos. Ouçam... reflitam sobre aquilo que ouvem. Eu no fundo refleti. Sobre falas de quem me apresentou posição digna de observação. Não... a defesa da família é um argumento fraco, vocês hão de me desculpar. A movimentação da economia, idem. A palhaçada da situação, o sexo dos anjos e o desvio de atenção me fazem parar. Mas não... quando você coloca o presidente no meio, e o legislativo, isso me parece uma afirmação equivocada. E é melhor que não levantem questões como esta em final de churrasco. Esse é um lugar de interação, confraternização e o único tema plausível de discussão é miscelânea. Abobrinhas, amigos...
Discutiremos quem vai comprar mais cerveja, ou quem ganhou no VMB. Aliás, como a MTV caiu, vocês não acham? O que é aquela nova VJ?? Se bem que eu não tenho tempo mais, para ver TV. Trabalho o dia inteiro em Taubaté. É? Você também está trabalhando? Que legal!! Ah, mas o Golias fará falta... tenho um amigo que imita ele direitinho. Adoro essa música!! Toca aquela outra? Deixe eu tocar uma agora! Cadê cicrano? Vem cantar comigo! Duvido que você faça uma caipirinha! (ENTENDERAM, AMIGOS? Abobrinhas...)
Polêmicas são interessantes se dosada a quantidade mínima de ânimo individual. Tive uma overdose neste sábado, como sempre tenho em situações como esta. Novamente peço perdão aos que por ventura receberam de mim alguma patada. Não era minha intenção. Não levem para o pessoal. Apenas não sei me controlar em ocorrências como essa.
Àquela que mais tarde provou de meu veneno e me picou com a mesma dose de intolerância experimentada anteriormente por mim, eu te desculpo. Não podes recriminar alguém por não te ouvir, sendo que quem fechou os ouvidos foi você, apenas ouvindo o que lhe pareceu correto ouvir. Acho lindo vomitar conhecimentos adquiridos, mas não fechar-se a eles, como única explicação para o mundo. Não coloquei em discussão aquilo que grosseiramente você esfregou sobre meu rosto.
Cuspiu arrogância em sua fala, amiga. Porém percebo seu transtorno e peço perdão se te fiz interpretar mal minhas palavras, talvez não tenha me expressado bem. Mas ainda sim, continuo sendo sua amiga. Aí está a grande diferença: saber reconhecer cada situação como uma vivência, e não deixar que isso interfira no fluxo natural das coisas. Desculpem-me. Desculpo a todos. Continuemos tranqüilos.
Ah! E lanço aqui uma enquete, a quem quiser responder: você é SIM ou NÃO no referendo? Deixe seus argumentos.