Sempre acreditei em duas vertentes: ou existe gente burra, ou esperta!
No atual momento, acredito que existam mais os burros
Gente que, mesmo sabendo do erro, insiste
E o pior: gente que, por mais furada que seja, acredita (na ilusão)
Se tem ser desprezível no mundo, é aquele sem senso crítico
O que se entrega, cego, à primeira promessa vã, vazia
Como verdade pra uma vida inteira—de sofreguidão
Uma vida da qual se engana, em exaustão
Pelos espertos tenho simpatia, pelos burros não
Para os que só falam, mas demonstram o contrário: não!
Pra aqueles que admitem as fraquezas: sim!
Achei que as pessoas fossem positivas, assim
Mas o que percebo é que são todos escravos
De uma racionalidade imbecil
De uma emoção servil
Da qual me livrei (hoje sei) por Deus, anjos e afins